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14/10/2009

A Importância do FEEDBACK



No processo de desenvolvimento de competências interpessoais, o Feedback (ou retroalimentação) é um factor fundamental para o desenvolvimento e/ou para a mudança de comportamento. Trata-se da comunicação a uma pessoa, ou grupo, no sentido de lhe fornecer informações sobre como sua actuação está a afectar outras pessoas. O Feedback eficaz ajuda o indivíduo (ou grupo) a melhorar seu desempenho e assim alcançar seus objetivos.

Para tornar-se um processo realmente útil, o feedback precisa ser tanto quanto possível:  
  • Descritivo [e não avaliativo]
  • Específico [e não geral]:
  • Compatível com as necessidades de ambos
  • Dirigido [para o comportamento que o receptor possa modificar]
  • Solicitado [e não imposto]
  • Oportuno [preferencialmente após o facto, mas tendo também em conta o estado emocional das partes]
  • Esclarecedor
    Deve-se pensar no feed-back como forma de melhoria de comunicação com o receptor e seus objetivos, sendo que, para se elaborar um bom feed-back, é fundamental tomar alguns cuidados básicos:
    • Não utilizar o processo de feedback como desabafo, agressão, não reagir à resistência do receptor com mais pressão, pois isto só gera conflito e não constrói nada.
    • Tentar perceber se a pessoa está preparada para ouvir naquele momento o feedback.
    • É preciso atentar para estes aspectos de nula ou fraca prontidão receptiva, que constituem verdadeiros bloqueios à comunicação interpessoal.

    13/10/2009

    Como Criar uma Equipa Eficaz?



    A criação de uma nova equipa implica necessariamente um conjunto de alterações e mudanças nas rotinas de trabalho dos membros da mesma. Simultaneamente, não são de menosprezar as implicações psicológicas e emocionais deste processo, que se prendem com as expectativas, objectivos, e mesmo receios individuais face à nova situação.

    Sistematizamos aqui alguns possíveis cuidados a ter na constituição de uma nova equipa. Naturalmente, caberá ao gestor/líder, pelo conhecimento que já tem dos membros da equipa e pelos objectivos a que se propõe, identificar os passos que fazem sentido.

    ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DA EQUIPA

    1ª Fase - Integração e Organização

    É importante que todos os elementos da equipa se conheçam. Para isso, é conveniente que a primeira “reunião” seja um encontro informal (eventualmente noutro local que não o de trabalho), e que esta não incida sobre o projecto nem sobre trabalho. Depois de todos se conhecerem devem-se definir em linhas gerais os objectivos do projecto em causa.

    Numa segunda reunião, deve-se aprofundar mais o plano do projecto avaliando os objectivos, as dificuldades, a contribuição de cada membro da equipa e outros assuntos importantes relacionados com o projecto. Assim que tudo esteja definido  e as tarefas atribuidas, deve-se verificar que não existem dúvidas por parte dos elementos da equipa e que a todos foram atribuidas tarefas.

    Deve-se então acordar as regras básicas para o funcionamento  da equipa:
    • Como será feita a coordenação do projecto,
    • Responsabilidades individuais e colectivas,
    • Relações entre os membros da equipa e possivelmente com elementos exteriores,
    • Como decorrerão as reuniões daqui para a frente,
    • Contactos de cada um dos elementos da equipar para facilitar a comunicação.
    2ª Fase - Planeamento

    Esta fase consiste na identificação do objectivo do trabalho da equipa, afectação dos meios e recursos, atribuição das tarefas e calendarização das actividades. Nesta fase, importa manter-se um clima de comunicação aberta, para que todos possam contribuir com ideias e sugestões. É fundamental que a atribuição de tarefas a cada membro corresponde quanto possível às competências e potencial contribuição de cada um para o resultado final. O líder poderá ter que tomar, unilateralmente, determinadas decisões, mas deve manter os membros da equipa devidamente informados, e se possível, auscultá-los previamente.

    3ª Fase - Execução

    Nesta fase, a actividade do grupo torna-se mais auto-sustentada, uma vez que o plano de realização se encontra claro para todas as partes envolvidas e cada colaborador desempenha as suas tarefas com competência técnica.

    É importante que haja momentos de articulação e monitorização do trabalho, com reuniões, que devem ser previamente preparadas, assegurando que todos os membros tem conhecimento prévio dos pontos a debater em cada encontro; durante as reuniões, deve-se incentivar a participação de todos os envolvidos e manter a discussão no assunto que estiver a ser debatido, evitando desvios e distracções - O tempo é um recurso escasso e as reuniões não devem tornar-se um cronófago.

    Nas reuniões, é especialmente importante que se coloque as questões de forma construtiva,  que se trate claramente os pontos de colisão, procurando soluções e alternativas, e que se defina as responsabilidades de cada um até ao próximo encontro.

    Durante esta fase de execução, também é importante manter todos os membros da equipa  informados de possíveis dificuldades encontradas na execução de determinada tarefa (sem esperar pela próxima reunião para o fazer.

    Hoje em dia, estão disponíveis várias ferramentas informáticas que permitem que os membros de uma equipa se mantenham em contacto permanente - muitas duvidas e questões operacionais podem ser resolvidas desta forma.

    Considerações finais - O papel do coordenador/líder:

    Ao longo de todo o processo, o papel do coordenador ou líder da equipa, é fundamental. Ao ter uma visão mais global sobre o projecto ou próprio trabalho de equipa, consegue gerir as dinâmicas grupais e monitorar todo o processo, intervindo sempre que seja necessário com o intuito de corrigir possíveis falhas na dinâmica da equipa e melhorar a eficácia ou eficiência da cadeia de valor. Deve concentrar-se em tarefas fundamentais como a comunicação, a motivação e o desenvolvimento dos membros da equipa, para que este possam trabalhar e interagir da forma mais adequada e produtiva possível.

    07/10/2009

    Seja um Comunicador Eficaz



    A comunicação é a base de toda interacção humana e do funcionamento dos grupos. Através da comunicação, o gestor e sua equipa chegam a um entendimento mútuo, constroem uma relação de confiança e coordenam as suas acções para atingir os seus objectivos.

    Uma comunicação eficaz só acontece quando as partes se sentem livres para partilhar as suas necessidades e desejos, e confiam que aqueles com quem partilham essa informação não irão puni-los no futuro. Assim, antes de esperar um envolvimento das pessoas no processo, o líder deve aprender a confiar e a ser objecto de confiança.

    Para que o gestor possa estabelecer uma comunicação eficaz com sua equipa é necessário também enviar e receber mensagens também de forma eficaz.
     

    Enviar mensagens eficazmente, requer:

    • Tornar as mensagens completas e específicas,
    • Preocupar-se com a congruência entre suas mensagens verbais e não-verbais,
    • Agir de forma intensa, utilizando mais de um canal de comunicação,
    • Pedir feedback acerca da recepção e da interpretação de sua mensagem,
    • Adaptar sua mensagem aos padrões de referência de quem a está recebendo.
    Para receber mensagens eficazmente:

    • Parafraseie com precisão e sem avaliar o conteúdo da mensagem,
    • Procure identificar o que você percebe ser o sentimento do emissor,
    • Descreva a sua interpretação sobre a mensagem do emissor,
    • Negoceie com o emissor até que haja concordância sobre o significado da mensagem.
    A Comunicação é um processo permanente, e não pontual. Como tal, deve o gestor garantir:

    • Cuidado genuíno da manutenção e aprofundamento dos relacionamentos,
    • Respeito integral pelos compromissos assumidos,
    • Clareza (evitando ambiguidades entre palavras e acções).
    Precisamos entender de que forma a ideia comunicada está relacionada com o grau de desenvolvimento do emissor e do receptor. Porém, o contexto será único. As pessoas são diferentes e cada uma vive a sua diferença existencial em constante exposição a outras pessoas.