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15/11/2010

Formação - Factores estratégicos de Sucesso

Ao longo dos anos, tenho-me deparado com diferentes tipos de atitudes, por parte dos gestores e empresários, em relação à Formação, desde aqueles que olham para ela como uma ferramenta poderosa de capacitação dos seus colaboradores aos que não querem ouvir falar dela, porque a identificam com uma perda de tempo, dinheiro e paciência, há muitos estádios intermédios.

Hoje, proponho-me a partilhar a minha própria leitura deste tema, indo buscar, ao baú da minha memória, experiências que fui tendo ao longo dos anos como formanda, formadora, compradora de serviços de formação, prestadora de serviços de formação e, sempre, como alguém muito atento a tudo o que se faz em matéria de desenvolvimento pessoal e profissional.

Em cada um desses papéis, tive algumas experiências excelentes, outras medianas e ainda duas ou três absolutamente terríveis, sendo que todas me ajudaram a compreender que factores crítico que contribuem para a qualidade e sucesso de uma acção ou programa de formação, e de que forma eles devem ser geridos. De uma forma muito sintética saliento 3 aspectos que considero absolutamente fundamentais:


1. A formação deve estar alinhada com a política de gestão de recursos humanos da empresa


Uma das razões pelas quais há formação que não se traduz em qualquer mais-valia para a empresa (pelo contrário) prende-se com o facto de algumas empresas gerirem a formação de forma avulsa, apenas como cumprimento do imperativo legal, ou em resposta a caprichos e decisões desgarradas, não articuladas com uma política ou estratégica de recursos humanos.

Quando isto acontece, inicia-se um ciclo vicioso: a formação não responde a necessidades reais da empresa ou dos formandos e não gera valor; como tal, é desvalorizada pela empresa, que a gere de forma descuidada e massificada. Assim, a formação traduz-se num desperdício de recursos, em vez de ser um investimento capaz de gerar riqueza e resultados.

Infelizmente, esta tem sido a senda de algumas acções co-financiadas pela UE, operacionalizadas de tal forma que é dada mais importância à quantidade de formandos e às questões técnico-administrativas do processo do que à adequação e resposta real das acções às necessidades concretas dos formandos.
Quando a formação está alinhada e articulada com as restantes ferramentas e acções de gestão de recursos humanos, nomeadamente no âmbito da avaliação do desempenho e da gestão de competências, torna-se capaz de responder, de forma mais eficaz e rigorosa, às necessidades concretas dos formandos e da organização, e esta passa a poder exigir resultados.


2. A formação deve ser resultado de uma parceria entre a empresa cliente e a empresa prestadora de serviços de formação.


Faria algum sentido uma empresa querer que os seus colaboradores vestissem todos farda tamanho 42? E quais seriam as consequências em matéria de motivação?
Pois isso é o que acontece muitas vezes na formação. Compra-se uma solução de catálogo que nem sequer é ajustável às necessidades específicas dos colaboradores que se quer formar; coloca-se as pessoas numa sala a dar matérias que já conhecem, ou não precisam de conhecer, como métodos pedagógicos que não respondem aos ritmos de aprendizagem ou conhecimentos prévios individuais...

Considero que quanto melhor tiver sido o trabalho prévio de diagnóstico e compreensão das necessidades reais de desenvolvimento profissional de cada formando e de cada grupo, maior a capacidade que existe de ser construir reposta formativa adequada a cada grupo e com um grau máximo de personalização. Isto requer que a empresa cliente veja a empresa prestadora de serviços como uma parceira, e lhe preste toda a informação necessária, e permitindo-lhe, se necessário, que possa entrevistar pessoas-chave na organização ou até alguns dos próprios participantes. Por outro lado, é fundamental que a empresa prestadora de serviços compreenda a importância deste diagnóstico, se disponha a investir tempo e recursos nessa fase preliminar e possua know-how que lhe permita customizar a sua intervenção formativa.

Por outro lado, os resultados da formação devem ser transferíveis para o contexto real de trabalho. Isto implica que a empresa crie ou construa as condições adequadas para que esta transferabilidade aconteça. Também neste ponto, a articulação com a empresa formadora poderá constituir-se como um factor crítico de sucesso.

3. A Formação é parte de um processo contínuo de desenvolvimento - a monitorização e a avaliação contínua são ferramentas importantes.


Este é um dos erros mais cometidos nas empresas portuguesas, em matéria de desenvolvimento profissional: após a acção/programa de formação, não se acompanhar a transferência do conhecimento (isto pode ser feito internamente) nem se dar feedback ao formando sobre a evolução do seu desempenho. Alguma formação requer avaliação do impacto e/ou o desenvolvimento de acções de actualização da aprendizagem e estas podem ser levadas a cabo de várias formas, em função da estrutura organizacional e dos recursos de cada empresa.


Por vezes, esquecemo-nos de que a Formação é apenas uma ferramenta ao serviço dos objectivos organizacionais. É o uso que dela se faz e a forma como é gerida que ditam o seu impacto, interesse e criação de valor para os colaboradores e para a organização.


Natacha Soares
Directora Geral InSpiro

13/11/2010

Trabalhador Feliz e Produtivo - Ingenuidade, Quimera ou Possibilidade?

"A busca do trabalhador feliz/produtivo poderia ser vista como o sonho impossível do ponto de vista marxista do inevitável conflito trabalhador-gestão. Poderia também ser visto como simplista ou ingénuo na perspectiva das relações industriais tradicionais, nos termos da qual os resultados são necessariamente um produto do regateio e compromisso. Todavia, de uma perspectiva psicológica, a prossecução do trabalhador feliz/produtivo tem-se afigurado como um objectivo meritório, ainda que difícil - um objectivo que pode ser alcançado se incrementarmos fortemente o nosso conhecimento acerca das atitudes e comportamentos".

Staw, B.M. (1986). Organizational psychology and the pursuit of the happy/productive worker. California Management Result, 28(4), 40-53.

22/10/2009

Sucesso Pessoal - Novo Curso InSpiro





O sucesso não é privilégio de alguns. Está ao alcance de todos os que a ele se propõem, com recurso à atitude e às ferramentas adequadas.

Alicerçado nas mais actuais técnicas de lifecoaching, o curso SUCESSO PESSOAL é um programa catalizador do sucesso individual, em todas as suas vertentes: pessoal, profissional, emocional, etc.

Este é um programa essencialmente vivencial que recorre aos métodos de coaching para o desenvolvimento pessoal. São identificados os desafios de cada participante, sendo construído um percurso individual para o sucesso.

Pode conhecer em pormenor o programa do curso aqui.

Venha InSpirar-se!

09/10/2009

Mapa do Tesouro


Não, não vamos fazer publicidade a um filme do "Piratas das Caraíbas". Falamos hoje no Mapa do Tesouro pela sua simbologia. Tradicionalmente, "como nos filmes", o mapa do tesouro era um manuscrito que, basicamente, traduzia o melhor caminho para chegar a um Tesouro, com a advertência de possíveis percalços e dificuldades que se poderiam deparar no caminho.

Neste Mapa do Tesouro, as informações nele contidas foram inseridas segundo a interpretação da pessoa ou pessoas responsáveis, ou seja, é um mapa pessoal, com indicações individuais. Por isso é que assistimos, mais uma vez "nos filmes", a enganos e atrasos na chegada ao destino tão esperado, por parte de quem detinha o mapa do tesouro, mas não tinha sido o directo responsável pela sua elaboração.

Ou seja, o mapa do tesouro é um objecto palpável, que pode conter indicações geográficas, figuras simbólicas, hieroglifos, etc., que se destinam essencialmente a orientar o seu possuidor para o alcance do objectivo, da meta, da recta final. E todas as informações constantes no mapa são subjectivamente pessoais, pois foram incluidas tendo em conta a meta que um determinado indivíduo se propõe atingir e o seu entendimento de qual será a melhor forma de lá chegar.

Peço agora um momento para um pequeno exercício de reflexão: por vezes, na nossa vida a nível pessoal e profissional, ter um mapa do tesouro seria um instrumento extremamente útil e valioso: termos bem presente na nossa mente a Meta, pensarmos na melhor forma de Lá Chegar, estabelecermos um Plano de Acção, escrevê-lo no papel para não esquecermos o nosso Compromisso e o que nos propomos alcançar.

E  de quando em vez, olhar para o Mapa e contemplar a Meta. Confirmar se estamos a tomar os passos certos para lá chegar. Visualizar o "Depois" da Meta alcançada.

Quando falamos em orientação para resultados, trabalho por objectivos, pensamos por vezes que os individuos neste registo devem ter uma energia inesgotável, um gosto insaciável pelo sucesso, uma apetência para "fazer números". Se calhar deverão ter um pouco disso tudo. Mas essencial e fundamentalmente, quem trabalha com um foco tão grande na Meta, no alcance do Objectivo, deve ter consigo um Mapa do Tesouro, para manter sempre a sua atenção focada, para se orientar no caminho, para não desistir perante as dificuldades.

O Tesouro será o que cada um decidir estabelecer.

A Riqueza que alcançará quando o obtiver, também.

02/10/2009

A Arte de Ser Feliz




Consegue recuar mentalmente àquela altura da sua vida em que não tinha preocupações e se sentia amado por todos e pela vida? Nessa altura, ser feliz parecia tão simples quanto respirar... À medida que foi crescendo, foi assumindo compromissos e responsabilidades (escolares, relacionais, profissionais, sociais) e a complexidade foi entrando na sua vida...

Gerir diariamente todas estas dimensões é um desafio que cabe a cada adulto, e nem sempre temos as ferramentas mentais e emocionais para o fazermos da melhor forma - estas não são competências que o sistema educativo instituido se comprometa em desenvolver.

A desmotivação, a tristeza crónica, a dificuldade em relacionar-se com os outros e os comportamentos obsessivos ou compulsivos são apenas alguns dos sintomas de que algo está mal, e de que está na hora de dedicarmos algum tempo, atenção e carinho a nós próprios.

A boa notícia é que ser feliz não é uma utopia, e está ao alcance de cada um de nós.

Ser feliz requer uma escolha consciente e uma acção consciente. Passo a passo, dia a dia, está nas suas mãos construir a vida que quer viver. Este curso dar-lhe-á as ferramentas que farão a diferença!

Venha descobrir a InSpiro. Venha InSpirar-se.

24/09/2009

As Raízes que Suportam a Empresa

Olhando para uma árvore, podemos ver que o que sustenta os ramos, as folhas e as flores é o tronco. Por sua vez, o que sustenta o tronco são as raízes. A intervenção da InSpiro focaliza-se nas “raízes” da Organização, ou seja, nas competências de base de todo o individuo que nela colabora. Se as raízes não forem cuidadas (nutridas,com espaço para crescerem e se expandirem), brevemente esmorecem, deixando de alimentar o tronco, a copa, as folhas... e pouco tempo depois, todo o sistema deixa de funcionar, ficando extinto.

Através do Power Training e Power Coaching - ferramentas específicas desenvolvidas em exclusivo pela InSpiro- trabalhamos em parceria com as organizações para elevar ao máximo o potencial do seu capital humano. O objectivo é simples: capitalizar as competências de base dos individuos – Gestão das Emoções, Auto-Estima, Auto-Motivação, etc. - descobrindo que factores de base poderão estar a travar a sua produtividade máxima e traçando um plano de acção que permita a cada indivíduo saber como manter os seus níveis de motivação altos e o seu desempenho excelente, em prol da Organização.

Como especialistas na área da Motivação, a InSpiro pode ajudar a fortalecer o Capital Humano das Organizações! Quer uma árvore forte e bem nutrida, ou uma árvore pouco robusta, sensível aos ventos e tempestades, cujas raízes não encontram o alimento suficiente...?

07/08/2009

A Arte de Descomplicar para InSpirar

"Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso."
Albert Einstein

Para se ser eficaz, não será preciso uma parafernália de ferramentas e técnicas que porventura só baralharão o cliente e induzi-lo a questionar : "Mas será que realmente sabe o que faz?" - e/ou - "Será que identificou verdadeiramente o que pretendo resolver?"

Actuação específica e especializada e simplicidade na abordagem - o segredo para uma intervenção bem sucedida e realmente InSpiradora.

Saudações simplesmente InSpiradas.

27/07/2009

Sucesso


Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afecto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. Isso é ter tido sucesso.

Ralph Waldo Emerson