15/10/2009

As maravilhas do Trabalho em Equipa

Sugiro que "vejam" duas vezes, uma delas com os olhos fechados. 



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Uma inspiração final...



14/10/2009

A Importância do FEEDBACK



No processo de desenvolvimento de competências interpessoais, o Feedback (ou retroalimentação) é um factor fundamental para o desenvolvimento e/ou para a mudança de comportamento. Trata-se da comunicação a uma pessoa, ou grupo, no sentido de lhe fornecer informações sobre como sua actuação está a afectar outras pessoas. O Feedback eficaz ajuda o indivíduo (ou grupo) a melhorar seu desempenho e assim alcançar seus objetivos.

Para tornar-se um processo realmente útil, o feedback precisa ser tanto quanto possível:  
  • Descritivo [e não avaliativo]
  • Específico [e não geral]:
  • Compatível com as necessidades de ambos
  • Dirigido [para o comportamento que o receptor possa modificar]
  • Solicitado [e não imposto]
  • Oportuno [preferencialmente após o facto, mas tendo também em conta o estado emocional das partes]
  • Esclarecedor
    Deve-se pensar no feed-back como forma de melhoria de comunicação com o receptor e seus objetivos, sendo que, para se elaborar um bom feed-back, é fundamental tomar alguns cuidados básicos:
    • Não utilizar o processo de feedback como desabafo, agressão, não reagir à resistência do receptor com mais pressão, pois isto só gera conflito e não constrói nada.
    • Tentar perceber se a pessoa está preparada para ouvir naquele momento o feedback.
    • É preciso atentar para estes aspectos de nula ou fraca prontidão receptiva, que constituem verdadeiros bloqueios à comunicação interpessoal.

    13/10/2009

    Como Criar uma Equipa Eficaz?



    A criação de uma nova equipa implica necessariamente um conjunto de alterações e mudanças nas rotinas de trabalho dos membros da mesma. Simultaneamente, não são de menosprezar as implicações psicológicas e emocionais deste processo, que se prendem com as expectativas, objectivos, e mesmo receios individuais face à nova situação.

    Sistematizamos aqui alguns possíveis cuidados a ter na constituição de uma nova equipa. Naturalmente, caberá ao gestor/líder, pelo conhecimento que já tem dos membros da equipa e pelos objectivos a que se propõe, identificar os passos que fazem sentido.

    ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DA EQUIPA

    1ª Fase - Integração e Organização

    É importante que todos os elementos da equipa se conheçam. Para isso, é conveniente que a primeira “reunião” seja um encontro informal (eventualmente noutro local que não o de trabalho), e que esta não incida sobre o projecto nem sobre trabalho. Depois de todos se conhecerem devem-se definir em linhas gerais os objectivos do projecto em causa.

    Numa segunda reunião, deve-se aprofundar mais o plano do projecto avaliando os objectivos, as dificuldades, a contribuição de cada membro da equipa e outros assuntos importantes relacionados com o projecto. Assim que tudo esteja definido  e as tarefas atribuidas, deve-se verificar que não existem dúvidas por parte dos elementos da equipa e que a todos foram atribuidas tarefas.

    Deve-se então acordar as regras básicas para o funcionamento  da equipa:
    • Como será feita a coordenação do projecto,
    • Responsabilidades individuais e colectivas,
    • Relações entre os membros da equipa e possivelmente com elementos exteriores,
    • Como decorrerão as reuniões daqui para a frente,
    • Contactos de cada um dos elementos da equipar para facilitar a comunicação.
    2ª Fase - Planeamento

    Esta fase consiste na identificação do objectivo do trabalho da equipa, afectação dos meios e recursos, atribuição das tarefas e calendarização das actividades. Nesta fase, importa manter-se um clima de comunicação aberta, para que todos possam contribuir com ideias e sugestões. É fundamental que a atribuição de tarefas a cada membro corresponde quanto possível às competências e potencial contribuição de cada um para o resultado final. O líder poderá ter que tomar, unilateralmente, determinadas decisões, mas deve manter os membros da equipa devidamente informados, e se possível, auscultá-los previamente.

    3ª Fase - Execução

    Nesta fase, a actividade do grupo torna-se mais auto-sustentada, uma vez que o plano de realização se encontra claro para todas as partes envolvidas e cada colaborador desempenha as suas tarefas com competência técnica.

    É importante que haja momentos de articulação e monitorização do trabalho, com reuniões, que devem ser previamente preparadas, assegurando que todos os membros tem conhecimento prévio dos pontos a debater em cada encontro; durante as reuniões, deve-se incentivar a participação de todos os envolvidos e manter a discussão no assunto que estiver a ser debatido, evitando desvios e distracções - O tempo é um recurso escasso e as reuniões não devem tornar-se um cronófago.

    Nas reuniões, é especialmente importante que se coloque as questões de forma construtiva,  que se trate claramente os pontos de colisão, procurando soluções e alternativas, e que se defina as responsabilidades de cada um até ao próximo encontro.

    Durante esta fase de execução, também é importante manter todos os membros da equipa  informados de possíveis dificuldades encontradas na execução de determinada tarefa (sem esperar pela próxima reunião para o fazer.

    Hoje em dia, estão disponíveis várias ferramentas informáticas que permitem que os membros de uma equipa se mantenham em contacto permanente - muitas duvidas e questões operacionais podem ser resolvidas desta forma.

    Considerações finais - O papel do coordenador/líder:

    Ao longo de todo o processo, o papel do coordenador ou líder da equipa, é fundamental. Ao ter uma visão mais global sobre o projecto ou próprio trabalho de equipa, consegue gerir as dinâmicas grupais e monitorar todo o processo, intervindo sempre que seja necessário com o intuito de corrigir possíveis falhas na dinâmica da equipa e melhorar a eficácia ou eficiência da cadeia de valor. Deve concentrar-se em tarefas fundamentais como a comunicação, a motivação e o desenvolvimento dos membros da equipa, para que este possam trabalhar e interagir da forma mais adequada e produtiva possível.

    12/10/2009

    Porquê trabalhar em equipa?




    Já todos teremos passado por pelo menos um momento em que, com maior ou menor impaciência, nos pareceu que o trabalho em equipa acaba por dificultar o nosso trabalho e condicionar a nossa celeridade e liberdade de movimentos.

    De facto, trabalhar em equipa requer um esforço adicional dos membros. Há que articular competências, interesses, ritmos individuais e disponibilidades...

    No entanto, somos cada vez mais solicitados - e em certos caso obrigados - a trabalhar em regime cooperativo e colaborativo. E se formos capaz de transferir o nosso ponto de vista (focado nas nossas tarefas específicas) para um ponto de vista mais amplo (de helicóptero) mais facilmente compreenderemos o porquê.

    Em muitas situações, o trabalho em equipa pode trazer um conjunto importante de benefícios:
    • A distribuição da carga de trabalho: nos casos em que as tarefas são demasiado grandes ou complexas para um determinado indivíduo
    • O reforço da competência individual dos membros: o trabalho em equipa faz com que a equipa tenha características e competências, que nenhum  elemento individualmente pode ter na totalidade;
    • O desenvolvimento das capacidades de participação e envolvimento nos projectos: quando mais pessoas se podem expressar, maior é o grau de envolvimento num projecto específico. 
    Estes benefícios só poderão ser operacionalizados, contudo, se se tiver em conta, na constituição das equipas, que:
    • A diversidade nas características e competências dos membros numa equipa torna-a muito mais forte e flexível;
       
    • As pessoas escolhidas para a equipa devem complementar-se a nível das suas características/competências (N.B! Os amigos, por serem muito parecidos connosco, podem ser os piores colegas de equipa).
    Para trabalhar bem em equipa, é também importante que cada membro compreenda as suas próprias atitudes perante o trabalho em grupo; entenda a motivação, preocupações e os diferentes tipos de comunicação de cada membro da equipa; e compreenda como as diferentes metodologias "Tasks vs Relationships" e "Thinking vs Doing" podem contribuir para a interacção dos membros da equipa;

    Nem todas as tarefas se prestam ao trabalho em equipa, mas naquelas em que isso acontece, é fundamental que exista bom planeamento do trabalho, com uma afectação adequada das tarefas e responsabilidades, e com a definição de regras claras de comunicação e interacção. O papel do líder é, por isso, fundamental neste processo.
      Numa organização, o ideal é que cada colaborador se veja e actue como membro de uma grande equipa que é a organização, que a visão comum seja partilhada e o esforço de cada indivíduo contribua, articuladamente com o de todos os outros, para a prossecução dos objectivos comuns. Assim, a organização cresce sustentadamente, e cada colaborador cresce com ela.

      11/10/2009

      O mundo nas nossas mãos...




      Se conseguíssemos olhar o mundo como uma bola nas nossas mãos... 
      Se conseguíssemos assumir o ponto de vista de Deus e olhar cada pessoa, cada família, cada país...
      O que veríamos? O que sentiríamos? Como agiríamos?

      Quero acreditar que o sofrimento de cada ser humano não nos seria indiferente,
      E que as fronteiras entre países passariam despercebidas face aos laços de amor e de sangue que hoje unem as pessoas de todo o planeta.

      Quero acreditar que cuidaríamos do planeta como o mais precioso dos presentes:
      que amaríamos as suas águas, os seus montes e cada árvore das florestas

      que cuidaríamos de cada criança, cada velho, cada doente,
      como se fosse nosso familiar ou amigo,


      E que finalmente perceberíamos todos que as guerras - pequenas ou grande - são inglórias,
      E que a paz no mundo 
                                 Começa dentro de cada um de nós.

      09/10/2009

      Mapa do Tesouro


      Não, não vamos fazer publicidade a um filme do "Piratas das Caraíbas". Falamos hoje no Mapa do Tesouro pela sua simbologia. Tradicionalmente, "como nos filmes", o mapa do tesouro era um manuscrito que, basicamente, traduzia o melhor caminho para chegar a um Tesouro, com a advertência de possíveis percalços e dificuldades que se poderiam deparar no caminho.

      Neste Mapa do Tesouro, as informações nele contidas foram inseridas segundo a interpretação da pessoa ou pessoas responsáveis, ou seja, é um mapa pessoal, com indicações individuais. Por isso é que assistimos, mais uma vez "nos filmes", a enganos e atrasos na chegada ao destino tão esperado, por parte de quem detinha o mapa do tesouro, mas não tinha sido o directo responsável pela sua elaboração.

      Ou seja, o mapa do tesouro é um objecto palpável, que pode conter indicações geográficas, figuras simbólicas, hieroglifos, etc., que se destinam essencialmente a orientar o seu possuidor para o alcance do objectivo, da meta, da recta final. E todas as informações constantes no mapa são subjectivamente pessoais, pois foram incluidas tendo em conta a meta que um determinado indivíduo se propõe atingir e o seu entendimento de qual será a melhor forma de lá chegar.

      Peço agora um momento para um pequeno exercício de reflexão: por vezes, na nossa vida a nível pessoal e profissional, ter um mapa do tesouro seria um instrumento extremamente útil e valioso: termos bem presente na nossa mente a Meta, pensarmos na melhor forma de Lá Chegar, estabelecermos um Plano de Acção, escrevê-lo no papel para não esquecermos o nosso Compromisso e o que nos propomos alcançar.

      E  de quando em vez, olhar para o Mapa e contemplar a Meta. Confirmar se estamos a tomar os passos certos para lá chegar. Visualizar o "Depois" da Meta alcançada.

      Quando falamos em orientação para resultados, trabalho por objectivos, pensamos por vezes que os individuos neste registo devem ter uma energia inesgotável, um gosto insaciável pelo sucesso, uma apetência para "fazer números". Se calhar deverão ter um pouco disso tudo. Mas essencial e fundamentalmente, quem trabalha com um foco tão grande na Meta, no alcance do Objectivo, deve ter consigo um Mapa do Tesouro, para manter sempre a sua atenção focada, para se orientar no caminho, para não desistir perante as dificuldades.

      O Tesouro será o que cada um decidir estabelecer.

      A Riqueza que alcançará quando o obtiver, também.

      07/10/2009

      CrescerSer - IV Encontro Técnico no Porto






      Mais uma meritória iniciativa da CrescerSer, que partilha com a comunidade o seu saber e experiência sobre a importante tarefa, que a todos cabe, de educar os adultos de amanhã. 

      Este IV Encontro Técnico, subordinado ao tema "Intervir com crianças e jovens em risco: Que Desafios? Que Práticas? Que Alternativas?" vai realizar-se nos próximos dias 15 e 16 de Outubro e resulta de uma parceria entre a CrescerSer, o Colégio do Barão de Nova Sintra e a Universidade Católica-Pólo Foz. O encontro tem como principais destinatários: Profissionais das áreas do Direito, da Psicologia, da Sociologia, da Medicina, do Serviço Social, e da Educação; Voluntários e Colaboradores de IPSS; Estudantes do Ensino Superior. 

      Valor da inscrição: 35 euros. 

      Para mais informações ou inscrição, contactar:
      Associação CrescerSer
      Casa de Cedofeita:226096960/962133058
      Casa do Vale: 225574470/962133060
      Santa Casa da Misericórdia do Porto
      Colégio do Barão de Nova Sintra: 225371921/225379943